Desvendando o Quartz – Parte 1
Este artigo irá fazer uma breve introdução do que é o quartz, para começar a usá-lo. Este será o primeiro de uma série de artigos sobre o quartz, para que possamos ver este framework desde o básico até o avançado.
Tentarei colocar as experiências que ganhei usando-o nos meus projetos e com isso os artigos irão parecer menos técnicos, mas em compensação terão um conteúdo mais apropriado a realidade do desenvolvedor, pois ressaltarão os problemas que você possa vir a ter (e suas soluções) ficando mais fácil o entendimento.
Primeiramente vou fazer uma breve descrição do que é o quartz.
Resumindo, ele é um framework open source usado para gerenciar agendamentos de execução de classes java (jobs que serão vistos mais a frente). Ele pode ser baixado, juntamente com sua documentação, no seguinte site: http://www.quartz-scheduler.org
Para entendermos o quartz precisamos ter em mente seus três principais pilares, sendo eles: Scheduler, Triggers e Jobs.
O Scheduler é o coração do quartz, é ele quem faz o controle das Triggers e Jobs que serão executados, ou seja, é nele que você pode encontrar as Triggers e o Jobs que o sistema está usando ou que ainda irá usar.
As Triggers são os objetos que contém a lógica da execução, logo, são os objetos que possuem os horários, quantidade de execução de um determinado Job, entre outras questões relacionadas.
Já os Jobs são as classes que irão executar uma determinada lógica, ou seja, são eles que contém as instruções que serão executadas de tempos em tempos ou em um determinado horário. São essas classes que têm que implementar a interface (org.quartz.Job) para que possa ser associada a uma Trigger.
package org.quartz;
public interface Job {
public void execute(JobExecutionContext context)
throws JobExecutionException;
}
Falemos um pouco dos benefícios de se utilizar o quartz.
Uma das vantagens de se usar este framework é que ele pode se integrar com outros frameworks famosos muito utilizados no mercado como o spring e o hibernate, por exemplo.
Outra vantagem é o gerenciamento de threads que é encapsulado nele, ou seja, o programador não precisa ficar se preocupando com os controles das threads. Sem contar que também é possível usar JTA.
É possível criar listeners, que são classes que ficam “esperando” uma determinada ação do Job que está sendo ou que foi executado.
Ele também permite guardar o estado de um determinado Job, fator de total relevância, já que se aplicação parar por qualquer motivo que seja é possível recuperar as informações gravadas até então.
Sabemos que o quartz traz vários outros benefícios para o programador (sobre os quais versarei em outros artigos), mas estes são os mais relevantes para que você deseje, ao menos, experimentá-lo.
Tentarei postar, semanalmente, as funcionalidades mencionadas anteriormente para que você possa ver, na íntegra e a fundo, essa poderosa ferramenta.
Fique ligado que já no próximo artigo postarei como configurar um ambiente para colocar o quartz para funcionar. Até mais!

2 comentários
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olá .. gostaria de saber mais sobre o quartz
estou fazendo um trabalho sobre ele, e acabei me interessando pelas suas funcionalidades
Essa semana estarei disponibilizando a segunda parte da série, que será um “hello world” e depois irei disponibilizando algumas partes mais avançadas. Ao meu ver vale a pena investir um tempo para aprender este framework, as funcionalidades dele são muito usadas hoje dia, usando ele ou não. Não esqueça de assinar a nossa newsletter para ficar sabendo das novidades sobre o quartz e sobre outros assuntos relacionado a nossa área! Coloque o seu email no formulário que se encontra na parte superior à direita do blog.